andava sempre com ela, um pequeno caule que saia da bolsa. em meio a absorventes, batons, chaves e moedas um tubo de plástico carregava vida.
no escritório ele tinha um lugar especial, no canto da mesa naquele pedacinho onde batia sol. sempre regado com água mineral, era tratado como um animalzinho.
Ela lembra até hoje quando tudo começou. Na pré escola, plantando feijão no algodão, mas no dia que a Tia disse que a experiência tinha acabado se rebelou, levou seu feijão pra casa e resolveu que seria seu amigo.
Colocou o nome de carioquinha, pq esse era o tipo da leguminosa.
A mãe até estranhou, mas morando num apartamento tão pequeno não tinha como ter um cachorro, por isso deixou a filha com a maluca história do feijão.
Hoje ela já perdeu a conta de qual descendente do Carioca que a acompanha, é que as mudas anteriores cresceram demais para serem transportadas por ai. Mas foram devidamente plantadas na chácara da avó e deram ótimas sopas! Não sem antes separar um feijão pra continuar a tradição.
5 respostas Até agora ↓
marcela prado // 24 Outubro 2008 às 8:59 pm |
eu tentei plantar uma semente de abacate, mas nao deu certo.
Mari // 6 Novembro 2008 às 10:46 am |
isso é tãããão Marchesi.
Fernanda F. // 24 Novembro 2008 às 5:24 pm |
Gostei um monte =)
fazia um tempo que não passava por aqui!
Bjo Fi!!
Fernanda F. // 24 Novembro 2008 às 5:33 pm |
A propósito, isso aqui tá muito legal, acho que li os ultimos 15 posts já e achei td muito bom =)
Caio Paganotti // 27 Novembro 2008 às 10:59 am |
pois eu digo que todos somos plantas na bolsa de alguém. chega uma hora que ficamos grandes demais. e é preciso achar outra bolsa. ou sermos plantados lá no sítio.
fez sentido?